Seguindo orientações médicas marquei a segunda ultra 9 dias depois, mas parecia que o tempo não passava. Do dia 20/12 para o dia 29/12 demorou acho que uns 3 ou 4 meses...
Nos 2 primeiros dias depois do resultado "daquela" ultra fiquei completamente depressiva, quase não comi, quase não tomava minha insulina, quase nem levantava da cama. Ninguém tinha coragem de falar comigo, só o meu noivo.
No mesmo dia "daquela" ultra, fiz meu noivo voltar para casa do meio do caminho do trabalho porque não estava bem o suficiente para ficar sozinha, não podia contar com o apoio da minha mão, nem do meu pai. Foi a melhor coisa que ele fez, a gente pode conversar bastante, eu pude desabafar muita coisa que estava presa, colocar muita da minha indignação para fora. Uma das primeiras coisas que pensei é que como pode ter mãe no mundo que não da a mínima para o próprio filho, não consigo entender, tanta gente querendo engravidar e não consegue e existem certas mulheres que não dão a mínima se o filho está bem ou não, parece que mesmo querendo muito, mesmo sabendo que elas vão respeitar e amar esses bebes não merecem ser geradoras de seu filho. Ou então, existem aquelas que maltratam ou fazem filho por fazer... enquanto outras tem que passar por todo esse sofrimento de perda ou de não conseguir engravidar ou ainda de sofrerem com a burocracia do processo de adoção.
Até hoje não entra na minha cabeça, porque alguns pais não estão nem aí, enquanto outros estão sofrendo por não conseguir. O que faz dos primeiros mais merecedores que os segundos??? Se alguém souber a resposta por favor me diz...
Voltando a saga da segunda ultra, depois desses dois dias consegui com muito esforço levantar a cabeça e pensar que o melhor iria acontecer. Passei a rezar todos os dias pedindo, implorando a Deus para não tirar meu filhinho de mim, porque iria amá-lo e respeitá-lo por toda a minha vida e que se fosse preciso daria minha e darei minha vida por ele. E olha que não sou uma pessoa religiosa, ams acredito na fé, acredito que quando queremos podemos.
No dia 29/12 fui primeiro para minha consulta no endocrinologista, que meu deu um leve esporro por ter engordado 2 quilos, nem sem como engordei, porque nem lembro de ter comido tanto assim, mas a balança não mente. Quando sai de lá voltei correndo para a Barra, minha endocrino é no Largo do Machado, mas cheguei na hora na clínica onde ia fazer a segunda ultra (num lugar diferente da primeira), estava muito nervosa parecia que a hora não passava e nunca iria chegar minha vez de entrar. Quando finalmente entrei e me preparei para a ultra, como a moça tinha esquecida de pedir para fazer xixi achei que não ia ter problema, mas quando a médica começou falou que minha bexiga estava super cheia e que estava ocupando a tela todo, ou seja não iria dar para ver nada. O suspense quase me matou, pareceu outra eternidade até a médica retornar.
Assim que ela recomeçou o exame, ela já me parabenizou pela gravidez me mostrou o embrião, colocou para eu escutar seu coração, disse que estava tudo normal, nem estava acreditando, já estava esperando pelo pior, mas acho que minhas orações e a ajuda das meninas do forum que eu frequento sobre gravidez (Babycenter), tornaram meu milagre possível. Foi o momento mais feliz da minha vida, escutar aquele tum tum tum tum tum tum... não tem palavras para descrever aquele momento, fiquei com os olhos cheios d'água.
E agora para aquele médico que não soube nem como falar comigo, queria muito te mostrar o resultado da minha ultra e dizer que o senhor é um insensível e sem coração. Deveria aprender muito a lidar com seus pares. E que mesmo tendo acontecido aquilo tudo comigo em sua presença espero que nunca passe por esse tipo de coisa!
Diário de uma gestação - Gravida e diabética
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Minha primeira ultra
Depois que fui me acostumando com a insulina, tudo foi correndo bem, achava que estava fazendo o melhor para o meu bebe, estava controlando minha alimentação, tomando as vitaminas que minha GO passou, fazendo tudo direitinho, porque queria o melhor para o meu filho. Minha médica falou para a marcar a primeira ultra com 7 para 8 semanas a partir do último dia da minha menstruação, foi o que fiz... contei direitinho e no dia 20/12/2011 estaria com 7 semanas e uns dias, estava super ansiosa para fazer a ultra, saber se estava tudo bem, queria ver o meu bebe.
No dia 20/12 fui fazer a ultra, marquei na clinica que meu noivo escolheu, onde foram feitas as ultras da primeira filha dele. Ele me disse que era bem legal, que os médicos eram atenciosos e tal, então marquei. Cheguei lá na hora marcada acho que era 10 horas da manha, primeiro demorou um pouco, mas até aí tudo bem, sempre acaba atrasando. Quando entrei na sala, meu noivo foi comigo, me preparei para o exame e fiquei esperando o médico. Quando ele chegou, me cumprimentou, perguntou o motivo da ultra, perguntou de quantas semanas eu estava, expliquei para ele tudo direitinho. No momento que ele começou a fazer o exame, percebi que tinha alguma coisa errada, ele mostrou o ovario, o corpo luteo, o saco gestacional, e me perguntou novamente quanto tempo tinha minha gestação, eu disse "7 semanas". Aí ele falou que achava estranho porque não estava vendo embrião, que com esse tempo já era para escutar os batimentos, e não sei o que mais, que meu utero estava muito espesso, com conteúdo heterogenio, que achava que podia ser uma gravidez anembrionária.
Eu entrei em desespero, me segurei para não chorar, esperei ele sair pqra poder começar a desabar. Ele pediu para esperar um pouco que ele ia me dar o laudo, para poder levar urgente para minha médica e se eu tivesse algum sangramento fosse para o pronto socorro. Eu saí dali sem chão, sem vida, sem nada, simplesmente tudo que sempre imaginei tinha sumido, tinha sido apenas um vislumbre, meu noivo tentava me acalmar, mas não funcionava. Quando consegui para de chorar liguei para minha GO e ela me explicou que poderia ter sido uma ovulação tardia, por isso ainda não dava para ver, mas para caso contrario eu não me preocupar que ela ira me ajudar. Bom, não que tenha melhorado, mas aliviou um pouco a dor, me deu força para esperar mais 10 dias e repetir a ultra e torcer para estar tudo bem.
Esperei meu pai chegar em casa para falar com ele, ele também é GO, então achei que ele podia me ajudar. Não foi a melhor idéia do mundo, mas precisa saber... Ele me disse que aquilo no utero podia ser normal e que poderia ser uma ovulação tardia, mas sei lá parecia esconder alguma coisa. Passou um tempo eu estava no meu quarto e ele no dele quando o celular dele tocou, era minha médica, que é amiga dele, falando sobre o exame, aí que me desesperei... ouvindo ele falar para não fazer nada, esperar agir naturalmente, que o meu corpo iria eliminar aquilo e pronto.
Eu não estava acreditando, não podia estar acontecendo de novo, não podia acreditar que ele levasse aquilo tão na esportiva quanto estava levando. Eu chorei muito, estava inconsolável, fui conversar com ele e com minha mãe de novo, eles falaram para esperar, que talvez não fosse para ser, que talvez fosse melhor porque não tinha programado e como sou diabética fosse melhor controlar tudo primeiro antes de engravidar, mas a única coisa que pensava é que meu filho não ia nascer, que mais uma vez eu era incapaz de gerar uma criança e ainda mais percebi que mesmo eles me ajudando, não achavam legal ou não gostaram de eu ter engravidado, me vi sozinha sem o apoio das pessoas mais importantes para mim, comecei a achar que eles estava torcendo contra, torcendo pelo pior.
Antes de mais nada, quero deixar aqui minha indignação com esses médicos que esquecem que quem está ali na sua frente não é um bicho e sim um ser humano, com sentimentos aflorados e preocupados. Que em nenhum momento este médico que fez minha ultra na Clínica Boisson na Barra da Tijuca teve o mínimo de consideração pelo que podia estar acontecendo comigo ali. Não que ele tivesse que me dar falsas esperanças, mas devia ter pensado e se fosse a mulher dele ali grávida de seu filho, se fosse sua filha grávida de seu neto. Tenha certeza que ele teria falada de uma maneira diferente, como minha médica falou, teria falado que poderia ter me enganado com o tempo de gestação, ou sei lá simplesmente ter sido mais delicado com a situação que ele estava apresentando. Em nenhum momento ele estimou meu tempo de gestação com o que estava presente.
Se posso dar um falar uma coisa é que nunca mais volto naquele lugar, e com certeza não indicarei para ninguém e ainda faço propagando contra. Os médicos tem que perceber que quem está ali na sua frente é um ser humano e merece consideração, pois um dia ele vai trocar de lado da mesa, vai ver como alguns "doutores", como gostam de ser chamados, sendo que somente é Doutor aquele que tem titulação de doutorado, a grande maioria não passa de bacharel em medicina.
No dia 20/12 fui fazer a ultra, marquei na clinica que meu noivo escolheu, onde foram feitas as ultras da primeira filha dele. Ele me disse que era bem legal, que os médicos eram atenciosos e tal, então marquei. Cheguei lá na hora marcada acho que era 10 horas da manha, primeiro demorou um pouco, mas até aí tudo bem, sempre acaba atrasando. Quando entrei na sala, meu noivo foi comigo, me preparei para o exame e fiquei esperando o médico. Quando ele chegou, me cumprimentou, perguntou o motivo da ultra, perguntou de quantas semanas eu estava, expliquei para ele tudo direitinho. No momento que ele começou a fazer o exame, percebi que tinha alguma coisa errada, ele mostrou o ovario, o corpo luteo, o saco gestacional, e me perguntou novamente quanto tempo tinha minha gestação, eu disse "7 semanas". Aí ele falou que achava estranho porque não estava vendo embrião, que com esse tempo já era para escutar os batimentos, e não sei o que mais, que meu utero estava muito espesso, com conteúdo heterogenio, que achava que podia ser uma gravidez anembrionária.
Eu entrei em desespero, me segurei para não chorar, esperei ele sair pqra poder começar a desabar. Ele pediu para esperar um pouco que ele ia me dar o laudo, para poder levar urgente para minha médica e se eu tivesse algum sangramento fosse para o pronto socorro. Eu saí dali sem chão, sem vida, sem nada, simplesmente tudo que sempre imaginei tinha sumido, tinha sido apenas um vislumbre, meu noivo tentava me acalmar, mas não funcionava. Quando consegui para de chorar liguei para minha GO e ela me explicou que poderia ter sido uma ovulação tardia, por isso ainda não dava para ver, mas para caso contrario eu não me preocupar que ela ira me ajudar. Bom, não que tenha melhorado, mas aliviou um pouco a dor, me deu força para esperar mais 10 dias e repetir a ultra e torcer para estar tudo bem.
Esperei meu pai chegar em casa para falar com ele, ele também é GO, então achei que ele podia me ajudar. Não foi a melhor idéia do mundo, mas precisa saber... Ele me disse que aquilo no utero podia ser normal e que poderia ser uma ovulação tardia, mas sei lá parecia esconder alguma coisa. Passou um tempo eu estava no meu quarto e ele no dele quando o celular dele tocou, era minha médica, que é amiga dele, falando sobre o exame, aí que me desesperei... ouvindo ele falar para não fazer nada, esperar agir naturalmente, que o meu corpo iria eliminar aquilo e pronto.
Eu não estava acreditando, não podia estar acontecendo de novo, não podia acreditar que ele levasse aquilo tão na esportiva quanto estava levando. Eu chorei muito, estava inconsolável, fui conversar com ele e com minha mãe de novo, eles falaram para esperar, que talvez não fosse para ser, que talvez fosse melhor porque não tinha programado e como sou diabética fosse melhor controlar tudo primeiro antes de engravidar, mas a única coisa que pensava é que meu filho não ia nascer, que mais uma vez eu era incapaz de gerar uma criança e ainda mais percebi que mesmo eles me ajudando, não achavam legal ou não gostaram de eu ter engravidado, me vi sozinha sem o apoio das pessoas mais importantes para mim, comecei a achar que eles estava torcendo contra, torcendo pelo pior.
Antes de mais nada, quero deixar aqui minha indignação com esses médicos que esquecem que quem está ali na sua frente não é um bicho e sim um ser humano, com sentimentos aflorados e preocupados. Que em nenhum momento este médico que fez minha ultra na Clínica Boisson na Barra da Tijuca teve o mínimo de consideração pelo que podia estar acontecendo comigo ali. Não que ele tivesse que me dar falsas esperanças, mas devia ter pensado e se fosse a mulher dele ali grávida de seu filho, se fosse sua filha grávida de seu neto. Tenha certeza que ele teria falada de uma maneira diferente, como minha médica falou, teria falado que poderia ter me enganado com o tempo de gestação, ou sei lá simplesmente ter sido mais delicado com a situação que ele estava apresentando. Em nenhum momento ele estimou meu tempo de gestação com o que estava presente.
Se posso dar um falar uma coisa é que nunca mais volto naquele lugar, e com certeza não indicarei para ninguém e ainda faço propagando contra. Os médicos tem que perceber que quem está ali na sua frente é um ser humano e merece consideração, pois um dia ele vai trocar de lado da mesa, vai ver como alguns "doutores", como gostam de ser chamados, sendo que somente é Doutor aquele que tem titulação de doutorado, a grande maioria não passa de bacharel em medicina.
sábado, 7 de janeiro de 2012
Me adaptando a insulina!?!
Nos primeiros dias, minha médica me passou um insulina de ação rápida, para depois poder introduzir a de ação longa. Eu não tive problemas para aplicar, mas posso dizer que fiquei com medo de fazer crise de hipoglicemia, porém a dosagem ainda era pouca e não apresentei nenhum episódio.
Na semana seguinte, ela já achou melhor iniciar com a outra, aí já fez alguma diferença. Comecei a sentir umas tremedeiras, como se todo meu corpo não conseguisse ficar parado, dei uma pesquisada na internet e descobri que podia ser uma hipoglicemia, mas aí eu comia um fruta e resolvia tudo. Acho que só um dia tive um crise mais severa, fui abaixar para pegar um negocio no armário, quando levantei começou tudo a ficar preto, meu coração disparou, é uma sensação horrível, parece que você vai morrer. Sorte que meu noivo estava comigo e me deu alguma coisa para comer que nem me lembro direito o que era. Depois disso, sempre que aplicava a insulina lembrava que tinha que comer, por um lado foi bom me obrigava a todos os dias tomar café, almoçar e jantar, coisas que nunca fiz regradamente. Geralmente, não tomo café, mas agora acabo acordando até com fome. Agora, só quando eu fico muitas horas sem comer que tenho sintomas de hipoglicemia, mas quase nunca acontece, tenho muito medo de passar mal e estar sozinha e sei lá o que pode acontecer.
Ainda mais estando grávida, não quero que nada de mal acontece a meu filho, pois mesmo ela aqui dentro ainda e bem pequenininho, eu o amo muito e quero seu melhor. Então tento me alimentar bem e não ficar muitas horas em jejum. Não sei se é efeito da insulina, mas tenho sentido um pouco mais de fome que o normal, algumas pessoas já me disseram que pode ser, mas sempre esqueço de perguntar a minha endocrino. Pode ser por causa da gravidez também, não quero comer loucamente, porque tenho certeza que não vai ser saudável para meu bebe e para mim também.
Estou tentando manter meu nível glicêmico bem controlado, porque quanto mais alto a glicemia no sangue pior pode ser para meu bebe. Aumenta a chance de abortos e má formações, e meu filho não tem culpa da mãe diabética dele, rsrsrsrsr, mas sério não é muito bom, é arriscado e tratando-se de filho tenho certeza que nenhuma mãe brincaria com isso. Por isso, tenho controlado minha fome, tenho tentado fazer exercício todos os dias, leves como caminhada, porém esta semana estou de repouso (recomendações médicas), ou seja, para balancear estou comendo um pouco menos.
A única parte chata disso tudo é ter que furar meu dedo, para medir minha glicemia, seis vezes ao dia. Aplicar insulina não dói, mas furar o dedo... Agora comprei um aparelho novo que vem com uma caneta de furar o dedo que melhorou bastante a dor, mas mesmo assim não gosto muito dessa parte. Outra coisa que me incomoda, é que as fitas para colocar no aparelho são muito caras, graças a Deus eu tenho condição de comprá-las, mas elas podiam ser bem mais baratas ou custeadas pelo governo como alguns remédios na farmácia popular. Fico pensando em quem não tem condição de comprar, pois uma caixinha vem com 50 tiras e custa em média de 90 a 100 reais e ela não dá nem para 10 dias, no final das contas vou gastar uma boa grana com elas, sendo que podia estar comprando um monte de coisas para meu filho...Mas, tudo bem, agradeço a Deus por ele me dar condições de poder comprá-las.
Na semana seguinte, ela já achou melhor iniciar com a outra, aí já fez alguma diferença. Comecei a sentir umas tremedeiras, como se todo meu corpo não conseguisse ficar parado, dei uma pesquisada na internet e descobri que podia ser uma hipoglicemia, mas aí eu comia um fruta e resolvia tudo. Acho que só um dia tive um crise mais severa, fui abaixar para pegar um negocio no armário, quando levantei começou tudo a ficar preto, meu coração disparou, é uma sensação horrível, parece que você vai morrer. Sorte que meu noivo estava comigo e me deu alguma coisa para comer que nem me lembro direito o que era. Depois disso, sempre que aplicava a insulina lembrava que tinha que comer, por um lado foi bom me obrigava a todos os dias tomar café, almoçar e jantar, coisas que nunca fiz regradamente. Geralmente, não tomo café, mas agora acabo acordando até com fome. Agora, só quando eu fico muitas horas sem comer que tenho sintomas de hipoglicemia, mas quase nunca acontece, tenho muito medo de passar mal e estar sozinha e sei lá o que pode acontecer.
Ainda mais estando grávida, não quero que nada de mal acontece a meu filho, pois mesmo ela aqui dentro ainda e bem pequenininho, eu o amo muito e quero seu melhor. Então tento me alimentar bem e não ficar muitas horas em jejum. Não sei se é efeito da insulina, mas tenho sentido um pouco mais de fome que o normal, algumas pessoas já me disseram que pode ser, mas sempre esqueço de perguntar a minha endocrino. Pode ser por causa da gravidez também, não quero comer loucamente, porque tenho certeza que não vai ser saudável para meu bebe e para mim também.
Estou tentando manter meu nível glicêmico bem controlado, porque quanto mais alto a glicemia no sangue pior pode ser para meu bebe. Aumenta a chance de abortos e má formações, e meu filho não tem culpa da mãe diabética dele, rsrsrsrsr, mas sério não é muito bom, é arriscado e tratando-se de filho tenho certeza que nenhuma mãe brincaria com isso. Por isso, tenho controlado minha fome, tenho tentado fazer exercício todos os dias, leves como caminhada, porém esta semana estou de repouso (recomendações médicas), ou seja, para balancear estou comendo um pouco menos.
A única parte chata disso tudo é ter que furar meu dedo, para medir minha glicemia, seis vezes ao dia. Aplicar insulina não dói, mas furar o dedo... Agora comprei um aparelho novo que vem com uma caneta de furar o dedo que melhorou bastante a dor, mas mesmo assim não gosto muito dessa parte. Outra coisa que me incomoda, é que as fitas para colocar no aparelho são muito caras, graças a Deus eu tenho condição de comprá-las, mas elas podiam ser bem mais baratas ou custeadas pelo governo como alguns remédios na farmácia popular. Fico pensando em quem não tem condição de comprar, pois uma caixinha vem com 50 tiras e custa em média de 90 a 100 reais e ela não dá nem para 10 dias, no final das contas vou gastar uma boa grana com elas, sendo que podia estar comprando um monte de coisas para meu filho...Mas, tudo bem, agradeço a Deus por ele me dar condições de poder comprá-las.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Como contei para os meus pais...
Nesse momento fiquei um pouco com medo, mesmo tendo 26 anos e tendo meu noivo do meu lado fiquei com medo da reação deles. Mas, uma hora eles iam ter que saber e o quanto antes melhor, porque pela minha diabetes sabia que iria ter uma gravidez de risco, ainda mais que engravidei sem programar, sem o controle da minha diabetes. A pedido da minha endocrino, tomei coragem e falei primeiro com a minha mãe, chorei e tudo quando falei, foi mais ou menos uma semana antes do Natal.
Acho que ela não respondeu bem, ficou preocupada comigo porque ainda não me formei, porque ainda estou morando na casa dela, porque sou especial como ela mesmo diz. Passados uns dois dias, ela conseguiu digerir melhor a situação e acho que aceitou a ideia, mas disse que eu mesma teria que falar com meu pai, que ela não iria falar nada. No domingo desta mesma semana falei com meu pai, quase morri, meu coração estava disparando enquanto falava, mas consegui. Para mim foi uma vitória, as vezes não consigo falar tudo que penso para o meus pais, mesmo sabendo que apesar de tudo eles vão ficar do meu lado.
Meu pai já respondeu melhor dessa vez, acho que a unica preocupação dele era porque ele mesmo sendo ginecologista sabia que uma gravidez numa mulher diabética não é uma gravidez comum. Ele no dia seguinte ligou para minha médica e para minha endocrino para saber como estava. E, bom, aceitou a ideia que iria ser avô.
Acho que ela não respondeu bem, ficou preocupada comigo porque ainda não me formei, porque ainda estou morando na casa dela, porque sou especial como ela mesmo diz. Passados uns dois dias, ela conseguiu digerir melhor a situação e acho que aceitou a ideia, mas disse que eu mesma teria que falar com meu pai, que ela não iria falar nada. No domingo desta mesma semana falei com meu pai, quase morri, meu coração estava disparando enquanto falava, mas consegui. Para mim foi uma vitória, as vezes não consigo falar tudo que penso para o meus pais, mesmo sabendo que apesar de tudo eles vão ficar do meu lado.
Meu pai já respondeu melhor dessa vez, acho que a unica preocupação dele era porque ele mesmo sendo ginecologista sabia que uma gravidez numa mulher diabética não é uma gravidez comum. Ele no dia seguinte ligou para minha médica e para minha endocrino para saber como estava. E, bom, aceitou a ideia que iria ser avô.
Quando descobri que estava grávida!!!
No mês de Novembro eu e meu noivo acabamos fazendo besteira, não que tenha sido intencional, mas com certeza a gente foi irresponsável...
Quando chegou Dezembro, tive todos os sintomas de quem iria menstruar, fiquei irritada mais ou menos uma semana antes, com os seios inchados e doloridos, para mim estava tudo normal. Porém, no dia que deveria vir minha menstruação nada, achei que fosse atrasar, não que seja comum comigo, acho que só no início, mas bem no início mesmo, quando tive minha primeira menstruação que meu ciclo foi irregular, nos anos subseqüentes, nunca atrasou um dia. Bom, neste mês de Dezembro ela atrasou, mas achei que ela fosse descer, porque tive um pouquinho de corrimento avermelhado um dia antes de descer, então achei que fosse acontecer no dia seguinte... Passaram-se 5 dias e nada, aí resolvi conversar com o meu noivo e eu e ele achamos melhor fazer um teste de farmácia no dia 06/12 fiz um a noite que apareceu uma tira forte outra fraca, e no dia seguinte de manha comprei outro teste onde as duas tiras apareceram com mais coloração, mas mesmo assim achei melhor fazer o de sangue e no dia 08/12/2011 fui no laboratório e fiz um beta, de noite já estava pronto e tinha a certeza absoluta que estava grávida.
Fiquei super feliz com o resultado, sei que não foi planejado, mas mesmo assim muito desejado. Minhas primeiras preocupações foram com os remédios que eu tomava, sabia que poderiam ter efeito abortivo entre outras coisas, mas não podia deixar de tomá-los até falar com minha endocrinologista, que também por a caso, é minha prima. Como consegui marca uma consulta para terça seguinte, ou seja, só precisava esperar 3 dias continuei tomando até ir no consultório dela. Na segunda dia dia 12/12/11, fui na minha GO que falou que tinha que parar com a medicação oral e me pediu todos os exames para começar o pre-natal, no dia seguinte fui na endocrino que como já imaginava suspendeu minha medicação oral e começou a insulina. Não tinha ideia de como seria, se iria doer, como iria fazer, tive muito medo de tudo. Fiquei com medo do tempo que continuei com a medicação oral, mas ele me acalmou e disse como tinha descoberto cedo não precisa me preocupar, que agora tinha que me cuidar para poder levar esta gestação da melhor maneira possível para mim e para o bebe que não tem nada haver com minha diabetes.
Quando chegou Dezembro, tive todos os sintomas de quem iria menstruar, fiquei irritada mais ou menos uma semana antes, com os seios inchados e doloridos, para mim estava tudo normal. Porém, no dia que deveria vir minha menstruação nada, achei que fosse atrasar, não que seja comum comigo, acho que só no início, mas bem no início mesmo, quando tive minha primeira menstruação que meu ciclo foi irregular, nos anos subseqüentes, nunca atrasou um dia. Bom, neste mês de Dezembro ela atrasou, mas achei que ela fosse descer, porque tive um pouquinho de corrimento avermelhado um dia antes de descer, então achei que fosse acontecer no dia seguinte... Passaram-se 5 dias e nada, aí resolvi conversar com o meu noivo e eu e ele achamos melhor fazer um teste de farmácia no dia 06/12 fiz um a noite que apareceu uma tira forte outra fraca, e no dia seguinte de manha comprei outro teste onde as duas tiras apareceram com mais coloração, mas mesmo assim achei melhor fazer o de sangue e no dia 08/12/2011 fui no laboratório e fiz um beta, de noite já estava pronto e tinha a certeza absoluta que estava grávida.
Fiquei super feliz com o resultado, sei que não foi planejado, mas mesmo assim muito desejado. Minhas primeiras preocupações foram com os remédios que eu tomava, sabia que poderiam ter efeito abortivo entre outras coisas, mas não podia deixar de tomá-los até falar com minha endocrinologista, que também por a caso, é minha prima. Como consegui marca uma consulta para terça seguinte, ou seja, só precisava esperar 3 dias continuei tomando até ir no consultório dela. Na segunda dia dia 12/12/11, fui na minha GO que falou que tinha que parar com a medicação oral e me pediu todos os exames para começar o pre-natal, no dia seguinte fui na endocrino que como já imaginava suspendeu minha medicação oral e começou a insulina. Não tinha ideia de como seria, se iria doer, como iria fazer, tive muito medo de tudo. Fiquei com medo do tempo que continuei com a medicação oral, mas ele me acalmou e disse como tinha descoberto cedo não precisa me preocupar, que agora tinha que me cuidar para poder levar esta gestação da melhor maneira possível para mim e para o bebe que não tem nada haver com minha diabetes.
Um pouquinho sobre mim...
Me chamo Martha e tenho 26 anos, desde os meus 12 anos sou diabética tipo II. Nem sempre levei na boa, no início foi muito difícil aceitar, ter que parar de fazer um monte de coisa que estava acostumada, sei lá foi um choque para mim, mas não tive muitas escolhas, até porque com saúde a gente não brinca...
Com o tempo fui me acostumando com meus remédios, mas sempre que lia a bula fica preocupada de não poder engravidar, ou sofrer algum aborto por causa dos remédios. Mas hoje vi que isso é um pouco besteira, quando tiver que ser vai ser independente de tudo.
Eu sempre quis ser mãe, mas parecia que nunca iria acontecer comigo. Primeiro porque queria me programar, queria estar em uma situação mais estável, queria ter a minha casa, e outras coisas mais... Bom no início do ano de 2011, descobri que estava gravida, entrei em panico, não sabia como falar isso para o pai, muito menos para os meus pais. Acabei que falei para o pai que não aceitou muito bem a idéia. mas bola para frente, tive amigos que ficaram do meu lado, porém antes mesmo de conseguir falar para minha família sofri um aborto espontâneo. Foi horrível, estava trabalhando e quando fui trocar de roupas percebi que estava sangrando, saí de lá correndo e sabia que naquela momento precisava falar com meu pai, mas continuava com medo.
Assim que cheguei em casa acordei meu pai e falei, ele não gostou muito da ideia não, mas acho que ficou mais preocupado porque estava sangrando e me ajudou independente de qualquer coisa. Infelizmente, quando fui fazer a ultrassonografia já não havia mais nada, acho que deveria estar com 6 ou 7 semanas. Fiquei arrasada, mesmo não planejando e sabendo que provavelmente teria que enfrentar aquilo tudo sozinha meu mundo tinha se acabado. Tentei ir trabalhar, mas não conseguia parar de chorar, não conseguia fazer nada direito, meu gerente me liberou do trabalho e fui para casa. Foi até bom, mesmo sabendo que meu pai não tinha ficado do meu lado, foi bom ouvir minha mãe dizer que ficaria do meu lado.
Nesse meio tempo terminei meu relacionamento com o que seria o pai desta criança e conheci meu noivo, com quem estou até o presente momento. O que também foi outro história complicada... Quando o conheci nem falava com ele, somente por educação porque trabalhava comigo, mas de repente a gente se envolveu e deu no que deu rsrsrsrss. Bom, resumindo, ele era casado e su filha tinha acabado de nascer, mas (palavras dele) a situação entre os dois já não estavam boas antes mesmo dela engravidar, ele já queria sair de casa, por´m como ela ficou gravida preferiu ficar e em Abril do ano passado tomou coragem de sair. Aí sim ficamos juntos, mesmo sabendo que todo mundo ia me condenar, me julgar, ou qualquer outra coisa parecida, aquilo que estava sentindo era e é completamente diferente de tudo que já senti, eu o amo com toda as minhas forças, com cada pedaço do meu corpo, se não fosse por ele não teria me recuperado do que aconteceu.
Acabei pedindo demissão do meu emprego e ele sendo demitido de lá, até aí tudo bem, acho que foi melhor assim. Já imaginou trabalhar eu, ele e ex-mulher dele... não ia prestar rsrsrsrsrsrs. Eu e meu BB, como chamo ele estamos juntos agora a quase um ano, e estamos planejando nos casar, ele até pediu minha a mão em casamento para os meu pais, foi tão lindo, emocionante, tudo que eu sempre quis. A gente estava planejando cada um arrumar um emprego, juntar um dinheiro e ir morar junto. mas nossos planos mudaram no dia 08/12/2011.
Com o tempo fui me acostumando com meus remédios, mas sempre que lia a bula fica preocupada de não poder engravidar, ou sofrer algum aborto por causa dos remédios. Mas hoje vi que isso é um pouco besteira, quando tiver que ser vai ser independente de tudo.
Eu sempre quis ser mãe, mas parecia que nunca iria acontecer comigo. Primeiro porque queria me programar, queria estar em uma situação mais estável, queria ter a minha casa, e outras coisas mais... Bom no início do ano de 2011, descobri que estava gravida, entrei em panico, não sabia como falar isso para o pai, muito menos para os meus pais. Acabei que falei para o pai que não aceitou muito bem a idéia. mas bola para frente, tive amigos que ficaram do meu lado, porém antes mesmo de conseguir falar para minha família sofri um aborto espontâneo. Foi horrível, estava trabalhando e quando fui trocar de roupas percebi que estava sangrando, saí de lá correndo e sabia que naquela momento precisava falar com meu pai, mas continuava com medo.
Assim que cheguei em casa acordei meu pai e falei, ele não gostou muito da ideia não, mas acho que ficou mais preocupado porque estava sangrando e me ajudou independente de qualquer coisa. Infelizmente, quando fui fazer a ultrassonografia já não havia mais nada, acho que deveria estar com 6 ou 7 semanas. Fiquei arrasada, mesmo não planejando e sabendo que provavelmente teria que enfrentar aquilo tudo sozinha meu mundo tinha se acabado. Tentei ir trabalhar, mas não conseguia parar de chorar, não conseguia fazer nada direito, meu gerente me liberou do trabalho e fui para casa. Foi até bom, mesmo sabendo que meu pai não tinha ficado do meu lado, foi bom ouvir minha mãe dizer que ficaria do meu lado.
Nesse meio tempo terminei meu relacionamento com o que seria o pai desta criança e conheci meu noivo, com quem estou até o presente momento. O que também foi outro história complicada... Quando o conheci nem falava com ele, somente por educação porque trabalhava comigo, mas de repente a gente se envolveu e deu no que deu rsrsrsrss. Bom, resumindo, ele era casado e su filha tinha acabado de nascer, mas (palavras dele) a situação entre os dois já não estavam boas antes mesmo dela engravidar, ele já queria sair de casa, por´m como ela ficou gravida preferiu ficar e em Abril do ano passado tomou coragem de sair. Aí sim ficamos juntos, mesmo sabendo que todo mundo ia me condenar, me julgar, ou qualquer outra coisa parecida, aquilo que estava sentindo era e é completamente diferente de tudo que já senti, eu o amo com toda as minhas forças, com cada pedaço do meu corpo, se não fosse por ele não teria me recuperado do que aconteceu.
Acabei pedindo demissão do meu emprego e ele sendo demitido de lá, até aí tudo bem, acho que foi melhor assim. Já imaginou trabalhar eu, ele e ex-mulher dele... não ia prestar rsrsrsrsrsrs. Eu e meu BB, como chamo ele estamos juntos agora a quase um ano, e estamos planejando nos casar, ele até pediu minha a mão em casamento para os meu pais, foi tão lindo, emocionante, tudo que eu sempre quis. A gente estava planejando cada um arrumar um emprego, juntar um dinheiro e ir morar junto. mas nossos planos mudaram no dia 08/12/2011.
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